Se você já mergulhou no lado mais profundo do "perfumetok" ou do YouTube de fragrâncias, com certeza já esbarrou na palavra contratipo. Mas afinal, é de comer ou de passar?
No Brasil, "contratipo" é exatamente a mesma coisa que "dupe". É o termo mais técnico e comercial usado pelas marcas nacionais para descrever um perfume que foi desenvolvido com base na pirâmide olfativa de um perfume de grife famoso.
Contratipo não é falsificação!
A diferença entre um contratipo e uma falsificação (aqueles vendidos em camelôs em caixas mal impressas) é gigante. A falsificação tenta te enganar: usa o mesmo nome, o mesmo vidro falso e ingredientes de procedência super duvidosa (às vezes até água de bateria, vai saber). Já o contratipo é um produto honesto. Ele tem uma marca própria, aprovação na ANVISA, frasco padronizado da empresa dele e diz abertamente: "Nós nos inspiramos no perfume X, mas este é o nosso produto Y".
As marcas brasileiras de contratipos evoluíram absurdamente nos últimos anos. Hoje, temos casas de perfumaria nacionais entregando qualidades de matérias-primas que batem de frente com grifes internacionais, oferecendo uma similaridade que chega a passar dos 95%.