

Informações
Sobre
O primeiro sopro é uma lufada de bergamota que se despede em estilhaços cítricos, abrindo caminho para um turbilhão de açafrão e cardamomo. A pele treme com essa entrada quente e cortante, como o primeiro gole de chá servido em uma tenda de seda. O ar ao redor se tinge de ouro e pimenta, anunciando que algo denso e antigo está prestes a despertar. Então o oud chega. Ele não invade: ele se assenta, pesado e escuro, como uma madeira lustrada por séculos de incenso. A rosa não alivia, apenas se enrosca nessa profundidade com um rubor aveludado, enquanto o olíbano sobe em espirais quase litúrgicas. Sobre a pele, a nota amadeirada se estica e encolhe, vibrando entre o sagrado e o devasso, sem nunca perder a majestade. Na secagem, o âmbar se derrete em baunilha, um calor que gruda nos poros como o último abraço de uma noite infinita. O sândalo polvilha um crepúsculo leitoso, e o almíscar sussurra baixo, fazendo o perfume durar até que o sol se apague de novo. Habibi Prince é para quando o frio aperta e o jantar se prolonga: ele veste a pele como um manto que não se tira, deixando rastros de brasa e mel no ar.
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Quando Usar
Perfume Referência

Le Beau Paradise Garden
Olha, pelo que a galera tá falando na internet, o Habibi Prince é muito na pegada do Le Beau Paradise Garden. O cheiro que fica depois de um tempo na pele da a impressão de ser quase a mesma coisa, aquele frutado tropical adocicado. Talvez o original seja um pouco mais cremoso no coco, e o Habibi num primeiro momento seja mais verde, mas na prática, pra um nariz comum, é difícil notar essa diferença no dia a dia. A fixação do Habibi também parece ser bem boa, até melhor que a do original para algumas pessoas, o que é um ponto e tanto pra um contratipo.
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